"O anel que tu me destes era vidro e se quebrou, o amor que tu me tinhas era pouco e se acabou..." ou será que nunca houve? ou será mesmo que esquecemos um amor assim como quem atravessa a rua?
E teve o cabelo novo, e me senti forte, mais forte que o próprio Sansão até.
E teve um mal intencionado que corria na rua e me senti a própria força correndo atrás da vida.
E teve uns maledicentes que não viam alma, só casca, só defeito, estes foram expulsos.
E teve também um povo que me vendo chegar abriu os braços bem abertos, estes entraram e estão nos cafés da manhã, no lavar roupa, jogar papo fora ou resgatar papo, porque nada é perdido afinal.
E tem ainda as surpresas de quem já está há muito tempo, num gesto bonito, numa visita, num afago.
Tem quem está um pouco longe, que faz falta, mas que precisou dar uma saída, compreensível acho.
Tem quem foi e não volta mais, mas há compreensão hoje desta necessidade.
Tem um armário novo também, ele me achou, estava lá me esperando, bem bonito.
Tem mesmo uma porção de coisas acontecendo, tudo depois dos 29.
É tudo diferente, mas tem frescor e eu gosto.
Os textos estarão aqui, sujeitos, expostos, livres para serem lidos, interpretados, sentidos, criticados e lidos novamente.
segunda-feira, março 24, 2008
sexta-feira, fevereiro 22, 2008
Desabafo
É sempre assim, eu simplesmente odeio esperar, odeio criar expectativas, embora tenha lido em todos o manuais de 'como-ser-um-ser-humano-normal-dentro-do-padrão-aceito-pela-sociedade' que não devo criar expectativa nenhuma com relação a nada nem ninguém, mas eu crio!!! não tem jeito...crio mesmo, invento estórias, sim estórias porque não aconteceram ainda, é claro!porque tudo o que quero sempre é fazê-las virar história, parte da minha história...
No fim tudo vira história mesmo, história de como foi frustrante, ou como foi engraçado, ou como passou assim de repente sem que eu nem percebesse a tal causa da expectativa indo-se embora, pois é, a vida é assim mesmo...
Mas o que eu faço enquanto estou neste pico de ansiedade? o que fazer com dois serezinhos que ficam no meu ouvido, sim, iguaizinhos áqueles de desenho animado que aparecem sob a alegoria do anjinho e do diabinho! todos temos os nossos e alguns os chamam de consciência, outros de loucura mesmo.
Complicado isso, cada dia entendo menos como fazer, quando fazer, o que fazer, embora hoje eu seja uma pessoa adulta tem coisas que ficam mais complicadas de se fazer, de se dizer, penso que vamos ficando mais formais, mais ponderados, mais conservadores em nome de uma dita civilidade, com medo de que pensem que somos insensatos...chato isso.
Quero muito simplesmente entender os porquês de cada coisa, o porquê do sim, o porquê do não e quem sabe o porquê do não sei também! Quero acreditar que existe "gente fina , elegante e sincera" com diz a música do Lulu, pessoas que como eu se questionam o tempo todo, se dão o direto de mudar de idéia, de não querer essa ponderação e civilidade chata, de querer simplesmente passar uns bons momentos felizes, uma vida divertida mais do que triste, querem poder ter netos para contar suas histórias e querem poder dizer isso sem parecer demodê ou sem que digam que são carentes convictos e necessitados de amor, afinal quem não é necessitado? todos sem excessão precisam de algo, alguns precisam de alguém, outros de coisas, outros de idéias, mas o fato é que ninguém vive sem idealizar, sem precisar, sem necessitar, ninguém é auto-suficiente, mas muitos se escondem debaixo de seus guarda-chuvas de ferro blindados com hipocrisia, sim os guarda-chuvas são de ferro porque se alguém disser a célebre frase "que atire a 1ª pedra..." os hipócritas estarão protegidos e neste caso é melhor eu correr porque não passei neste curso, aliás mal terminei de ler o manual...
No fim tudo vira história mesmo, história de como foi frustrante, ou como foi engraçado, ou como passou assim de repente sem que eu nem percebesse a tal causa da expectativa indo-se embora, pois é, a vida é assim mesmo...
Mas o que eu faço enquanto estou neste pico de ansiedade? o que fazer com dois serezinhos que ficam no meu ouvido, sim, iguaizinhos áqueles de desenho animado que aparecem sob a alegoria do anjinho e do diabinho! todos temos os nossos e alguns os chamam de consciência, outros de loucura mesmo.
Complicado isso, cada dia entendo menos como fazer, quando fazer, o que fazer, embora hoje eu seja uma pessoa adulta tem coisas que ficam mais complicadas de se fazer, de se dizer, penso que vamos ficando mais formais, mais ponderados, mais conservadores em nome de uma dita civilidade, com medo de que pensem que somos insensatos...chato isso.
Quero muito simplesmente entender os porquês de cada coisa, o porquê do sim, o porquê do não e quem sabe o porquê do não sei também! Quero acreditar que existe "gente fina , elegante e sincera" com diz a música do Lulu, pessoas que como eu se questionam o tempo todo, se dão o direto de mudar de idéia, de não querer essa ponderação e civilidade chata, de querer simplesmente passar uns bons momentos felizes, uma vida divertida mais do que triste, querem poder ter netos para contar suas histórias e querem poder dizer isso sem parecer demodê ou sem que digam que são carentes convictos e necessitados de amor, afinal quem não é necessitado? todos sem excessão precisam de algo, alguns precisam de alguém, outros de coisas, outros de idéias, mas o fato é que ninguém vive sem idealizar, sem precisar, sem necessitar, ninguém é auto-suficiente, mas muitos se escondem debaixo de seus guarda-chuvas de ferro blindados com hipocrisia, sim os guarda-chuvas são de ferro porque se alguém disser a célebre frase "que atire a 1ª pedra..." os hipócritas estarão protegidos e neste caso é melhor eu correr porque não passei neste curso, aliás mal terminei de ler o manual...
quinta-feira, janeiro 31, 2008
Rosas roxas
Odeio pensar em você, sinto dor.
Odeio você, sinto dor.
Odeio lembrar de todo o amor que dediquei a você, sinto dor...
Odeio imaginar que você poderá se unir a alguém que não eu, tenho convulsões de dor.
Odeio, mesmo que indiretamente, este alguém que você ama e me causa dor, não importa se não a conheço, nem quero.
Odeio ficar tentando adivinhar o que foi que deu errado, onde acabou, como foi, sinto muita dor.
Odeio seu ar bem resolvido diante de minha cólera, de meu desespero, dói.
Odeio não ter conseguido achar um jeito de te arrancar da minha mente, sinto dor.
Odeio ainda mais ficar imaginando uma vida que não teremos mais juntos, sinto que vou morrer de dor.
Odeio te querer ainda, me fere, por isso a dor.
Odeio saber que você também perde noites de sonhos me querendo, dói muitíssimo.
Odeio perder noites de sono te odiando, odiar dói.
1672, este é o total de dias que meu inferno dura, nem sempre foi inferno, houve flores, lindas rosas houve...mas elas agora estão roxas, envenenadas e têm espinhos doloridos.
Lembro exatamente o dia, a noite aliás, em que eu subia uma rua e você a descia no mesmo momento, nossos olhares se cruzaram, ali começou tudo, quero poder lembrar o dia, o exato dia em que acabará.
Odeio você, sinto dor.
Odeio lembrar de todo o amor que dediquei a você, sinto dor...
Odeio imaginar que você poderá se unir a alguém que não eu, tenho convulsões de dor.
Odeio, mesmo que indiretamente, este alguém que você ama e me causa dor, não importa se não a conheço, nem quero.
Odeio ficar tentando adivinhar o que foi que deu errado, onde acabou, como foi, sinto muita dor.
Odeio seu ar bem resolvido diante de minha cólera, de meu desespero, dói.
Odeio não ter conseguido achar um jeito de te arrancar da minha mente, sinto dor.
Odeio ainda mais ficar imaginando uma vida que não teremos mais juntos, sinto que vou morrer de dor.
Odeio te querer ainda, me fere, por isso a dor.
Odeio saber que você também perde noites de sonhos me querendo, dói muitíssimo.
Odeio perder noites de sono te odiando, odiar dói.
1672, este é o total de dias que meu inferno dura, nem sempre foi inferno, houve flores, lindas rosas houve...mas elas agora estão roxas, envenenadas e têm espinhos doloridos.
Lembro exatamente o dia, a noite aliás, em que eu subia uma rua e você a descia no mesmo momento, nossos olhares se cruzaram, ali começou tudo, quero poder lembrar o dia, o exato dia em que acabará.
quarta-feira, dezembro 26, 2007
Comparações
Gosto de crônicas de fim de ano, na verdade esta é a 2ª que faço, mas confesso que reler a que escrevi no ano passado me deu um divertido parâmetro de comparação porque eu disse coisas que agora me parecem absurdas mas também disse coisas tão impressionantes que começo a acreditar mesmo no poder da palavra dita e principalmente escrita, algumas doutrinas religiosas e também alguns mal intencionados no mundo usam bastante a questão da palavra e do poder dela...
Como gostei disso vou repetir e no ano que vem volto aqui pra ler! no mais desejo um 2008 tão bom quanto este ano que termina, aliás muito melhor! (vamos lá! exercitando o poder da palavra! todo mundo!) .
Abaixo segue a lista de minhas conclusões do ano passado e de minhas auto-promessas, juro que direi a verdade sobre o que consegui e tenho certeza que alguns leitores deste blógue me desmentirão se eu faltar com a mesma, acreditem.
'Respeitar de fato as diferenças. '= Ainda não consegui atingir este nível 'dalai lama' de convivênvia humana, mas volta para o ano que vem como meta!prometo!
'Amar sempre, acima de e apesar de.' = Estou ficando boa nisto, logo me torno uma especialista!
'Tomar decições reais, mesmo que doa, pode ser importante... '= Nem tanto ao mar, nem tanto à terra, estou preocurando ainda um ponto de equilibrio e me dando ao direito de NÃO decidir nada quando achar que não devo.
'Lembrar que "nunca mais" ou "para sempre" é muito tempo.' = Esta eu adotei como filosofia de vida, MESMO.
'Defender minhas opiniões mesmo que eu possa parecer reacionária.' = Desisti dessa por hora, porque tenho visto que vamos ficando mais necessitados de paz a qualquer custo, mesmo que isso custe algumas opiniões...
Abaixo as metas de 2006 para 2007, vejamos o que foi cumprido:
...E para o ano novo eu quero:
'O amor do Rosa." = PRÓXIMAAAAAA
'Voltar a dirigir carros.' = Meta engavetada por hora, continua sendo meta só que para mais adiante, o motivo é simples: não comprarei um carro nos próximos dois anos portanto ela é irrelevante no momento.
'Começar a trabalhar de fato com o que me propus.' = Infelizmente admito que não movi uma palha por essa meta...
'Realizar o projeto de teatro infantil.' = Bom, não estou num infantil, mas estou no teatro portanto estou quase lá com essa!
'Emagrecer'. = Sim! 7,5 kilos (sim! sete kilos e meio!) até o presente momento, faltam 10! não tenho mais tanta pressa...afinal é uma meta em andamento!
'Ter um filho, talvez.' = Pulei essa também, na verdade posterguei, acho melhor falar disso novamente daqui a 5 anos.
'Morar comigo mesma. '= Sim! consegui! estou a exatos 11 meses morando comigo mesma!
'Amigos sempre perto.' = Esta eu agradeço diariamente, eles estão SEMPRE perto.
'O amor do Rosa...' = Próóóóxima.
Bom, me proponho neste ano que chega a cumprir o que eu não consegui e adiciono alguns itens novos como metas, itens estes que julgo necessários ao meu bem estar neste mundo:
-Me mudar para São Paulo (capital).
-Arrumar alguém que valha a pena para chamar de meu.
-Ser mais vaidosa.
-Ser mais capitalista.(desculpem companheiros, mas conforto é bom e eu mereço!) .
-Ser mais tolerante.
-Trabalhar como voluntária em algo solidário, filantrópico.(Sim, sei que contrapõe a questão do capitalismo, mas partamos do princípio que fica mais fácil ajudar ao outro quando podemos nos ajudar).
-Conseguir limpar todo e qualquer resquício de culpa de meu organismo, tenha sido ela criada por mim, injetada em mim ou vinda de qualquer lugar do inferno, quero esquecer que esta palavra existe.
-Parar de fumar.
-Fazer dança de salão.
-Amigos sempre perto (sempre bom recaptular) .
-Continuar trabalhando com teatro.
- Conseguir acertar as dívidas resolver minha vida financeira, ou seja, limpar meu nome, conseguir viver sem fazer dívidas a longo prazo.
E mais uma infinidade de coisas que como verifiquei e comparei acima não são tão fáceis de conseguir portanto se eu atingir essas dentro de um ano já me considero vencedora.
Feliz 2008!
Como gostei disso vou repetir e no ano que vem volto aqui pra ler! no mais desejo um 2008 tão bom quanto este ano que termina, aliás muito melhor! (vamos lá! exercitando o poder da palavra! todo mundo!) .
Abaixo segue a lista de minhas conclusões do ano passado e de minhas auto-promessas, juro que direi a verdade sobre o que consegui e tenho certeza que alguns leitores deste blógue me desmentirão se eu faltar com a mesma, acreditem.
'Respeitar de fato as diferenças. '= Ainda não consegui atingir este nível 'dalai lama' de convivênvia humana, mas volta para o ano que vem como meta!prometo!
'Amar sempre, acima de e apesar de.' = Estou ficando boa nisto, logo me torno uma especialista!
'Tomar decições reais, mesmo que doa, pode ser importante... '= Nem tanto ao mar, nem tanto à terra, estou preocurando ainda um ponto de equilibrio e me dando ao direito de NÃO decidir nada quando achar que não devo.
'Lembrar que "nunca mais" ou "para sempre" é muito tempo.' = Esta eu adotei como filosofia de vida, MESMO.
'Defender minhas opiniões mesmo que eu possa parecer reacionária.' = Desisti dessa por hora, porque tenho visto que vamos ficando mais necessitados de paz a qualquer custo, mesmo que isso custe algumas opiniões...
Abaixo as metas de 2006 para 2007, vejamos o que foi cumprido:
...E para o ano novo eu quero:
'O amor do Rosa." = PRÓXIMAAAAAA
'Voltar a dirigir carros.' = Meta engavetada por hora, continua sendo meta só que para mais adiante, o motivo é simples: não comprarei um carro nos próximos dois anos portanto ela é irrelevante no momento.
'Começar a trabalhar de fato com o que me propus.' = Infelizmente admito que não movi uma palha por essa meta...
'Realizar o projeto de teatro infantil.' = Bom, não estou num infantil, mas estou no teatro portanto estou quase lá com essa!
'Emagrecer'. = Sim! 7,5 kilos (sim! sete kilos e meio!) até o presente momento, faltam 10! não tenho mais tanta pressa...afinal é uma meta em andamento!
'Ter um filho, talvez.' = Pulei essa também, na verdade posterguei, acho melhor falar disso novamente daqui a 5 anos.
'Morar comigo mesma. '= Sim! consegui! estou a exatos 11 meses morando comigo mesma!
'Amigos sempre perto.' = Esta eu agradeço diariamente, eles estão SEMPRE perto.
'O amor do Rosa...' = Próóóóxima.
Bom, me proponho neste ano que chega a cumprir o que eu não consegui e adiciono alguns itens novos como metas, itens estes que julgo necessários ao meu bem estar neste mundo:
-Me mudar para São Paulo (capital).
-Arrumar alguém que valha a pena para chamar de meu.
-Ser mais vaidosa.
-Ser mais capitalista.(desculpem companheiros, mas conforto é bom e eu mereço!) .
-Ser mais tolerante.
-Trabalhar como voluntária em algo solidário, filantrópico.(Sim, sei que contrapõe a questão do capitalismo, mas partamos do princípio que fica mais fácil ajudar ao outro quando podemos nos ajudar).
-Conseguir limpar todo e qualquer resquício de culpa de meu organismo, tenha sido ela criada por mim, injetada em mim ou vinda de qualquer lugar do inferno, quero esquecer que esta palavra existe.
-Parar de fumar.
-Fazer dança de salão.
-Amigos sempre perto (sempre bom recaptular) .
-Continuar trabalhando com teatro.
- Conseguir acertar as dívidas resolver minha vida financeira, ou seja, limpar meu nome, conseguir viver sem fazer dívidas a longo prazo.
E mais uma infinidade de coisas que como verifiquei e comparei acima não são tão fáceis de conseguir portanto se eu atingir essas dentro de um ano já me considero vencedora.
Feliz 2008!
sexta-feira, novembro 23, 2007
Pasión
"Seja quente, seja frio, não seja morno que te vomito"
Lí esta passagem bíblica hoje, num momento em que questiono a instensidade com que me relaciono com pessoas, coisas e quereres, às vezes beiro o insano com isso e por isso questiono, preciso da dita regularidade não só atuando mas na vida, pois ser intenso requer equlíbrio, acho.
Hoje me sinto um Daniel na cova dos leões (eis outra passagem bíblica, sinalizando necessidade de fé...achismos meus, claro), mas um Daniel que se não foi devorado o será em breve de tão intenso que é tudo o que estou sentindo para o bem e para o mal sentimento, uma coisa bem bipolar, quando penso no bom acontecido fico cheia e sorrio, mas quando penso na consequência já estou eu entrando na boca do Leão, pedindo pra ser devorada porque não sirvo mesmo para este mundo.
Não acredito que nesta altura do campeonato eu deva me arrepender de meus atos, mas também creio que posso cometê-los numa medida mais 'homeopática' porque vejo que sentimentos dilacerantes, eufóricos, dolorosos ou mesmo prazerosos ao extremo não tem me feito mundo bem;
Vejo que mesmo com fé, crença, convicção há coisas que não posso modificar no mundo, porque diferente das fábulas o mundo é ácido e existem pessoas ao invés de seres etéreos.
Eu não sirvo para etéreo definitivamente, eu só enfrento alturas com paixão, só encaro novos sabores com paixão, só continuo se estiver quente, só desisto se estiver frio, temperaturas estas viscerais.
Se morno não vivo, nem quero.
Lí esta passagem bíblica hoje, num momento em que questiono a instensidade com que me relaciono com pessoas, coisas e quereres, às vezes beiro o insano com isso e por isso questiono, preciso da dita regularidade não só atuando mas na vida, pois ser intenso requer equlíbrio, acho.
Hoje me sinto um Daniel na cova dos leões (eis outra passagem bíblica, sinalizando necessidade de fé...achismos meus, claro), mas um Daniel que se não foi devorado o será em breve de tão intenso que é tudo o que estou sentindo para o bem e para o mal sentimento, uma coisa bem bipolar, quando penso no bom acontecido fico cheia e sorrio, mas quando penso na consequência já estou eu entrando na boca do Leão, pedindo pra ser devorada porque não sirvo mesmo para este mundo.
Não acredito que nesta altura do campeonato eu deva me arrepender de meus atos, mas também creio que posso cometê-los numa medida mais 'homeopática' porque vejo que sentimentos dilacerantes, eufóricos, dolorosos ou mesmo prazerosos ao extremo não tem me feito mundo bem;
Vejo que mesmo com fé, crença, convicção há coisas que não posso modificar no mundo, porque diferente das fábulas o mundo é ácido e existem pessoas ao invés de seres etéreos.
Eu não sirvo para etéreo definitivamente, eu só enfrento alturas com paixão, só encaro novos sabores com paixão, só continuo se estiver quente, só desisto se estiver frio, temperaturas estas viscerais.
Se morno não vivo, nem quero.
terça-feira, agosto 14, 2007
Ideal
Descobrir o mundo quando se pensa que já o descobriu, que já conheceu tudo, que já doeu ou gozou tudo o que podia.
Conhecer ou (re) conhecer infinitas sensações, que estavam lá adormecidas ou escondidas, por proteção ou por medo mesmo.
Saber que se pode odiar, amar, perdoar ou negar sem medo, sem que isso seja uma sentença, que se pode mudar de idéia no último segundo, mesmo que algumas vezes já pareça tarde...e se for este o caso, fica a certeza de que se aprendeu algo, mesmo que fique aquela vontade de voltar tudo, refazer, achando que poderia ser diferente, mesmo sabendo que muito provavelmente faríamos tudo igual.
Idealizar é inerente às pessoas, mesmo o mais convicto, realista e racional do seres acaba idealizando, pois é uma necessidade humana idealizar assim como dormir, comer, doer, amar.
Idealizamos tudo sempre, desde que nos entendemos por gente, e todos sabemos exatamente quando isso acontece, pois é aquele momento em que nos questionamos sobre algo pela primeira vez ou que desejamos algo com tanta intensidade, mas um algo que na maioria da vezes não acontece...e eis que se quebra o primeiro ideal!
Desde então vamos crescendo, amadurecendo, juntando memórias e acabamos descobrindo após muita piração, muito questionamento, muita lamentação que queiramos ou não vamos sempre idealizar, ter desejos, sonhos, devaneios, mesmo sabendo que muitos destes não vão acontecer, porque é simplesmente impossível viver sem idealizar, assim como sem respirar.
Parece redundante dizer que é impossível viver sem respirar, mas se analisarmos nosso dia a dia veremos que muitas vezes esquecemos que respiramos, esquecemos que necessitamos ar e também de sonhos para viver.
Vamos matando os sonhos em nome de uma visão mais realista, afinal é mais forte quem encara a vida, a verdade nua e crua e também é mais infeliz.
É necessário que não deixemos que a capacidade de sonhar, idealizar e acreditar nos abandone pois já existem chatices, bizarrizes, convencionismos e pessoas infelizes demais no mundo.
A questão não é ser alienado ao mundo não, mas é preciso não se deixar contaminar pela necessidade de ver tudo cinza, de apagar a vida, até que morramos e não tenhamos feito nada senão lamentar pelo que fizemos, pelo que não fizemos ou pelo que gostaríamos de ter feito.
Conhecer ou (re) conhecer infinitas sensações, que estavam lá adormecidas ou escondidas, por proteção ou por medo mesmo.
Saber que se pode odiar, amar, perdoar ou negar sem medo, sem que isso seja uma sentença, que se pode mudar de idéia no último segundo, mesmo que algumas vezes já pareça tarde...e se for este o caso, fica a certeza de que se aprendeu algo, mesmo que fique aquela vontade de voltar tudo, refazer, achando que poderia ser diferente, mesmo sabendo que muito provavelmente faríamos tudo igual.
Idealizar é inerente às pessoas, mesmo o mais convicto, realista e racional do seres acaba idealizando, pois é uma necessidade humana idealizar assim como dormir, comer, doer, amar.
Idealizamos tudo sempre, desde que nos entendemos por gente, e todos sabemos exatamente quando isso acontece, pois é aquele momento em que nos questionamos sobre algo pela primeira vez ou que desejamos algo com tanta intensidade, mas um algo que na maioria da vezes não acontece...e eis que se quebra o primeiro ideal!
Desde então vamos crescendo, amadurecendo, juntando memórias e acabamos descobrindo após muita piração, muito questionamento, muita lamentação que queiramos ou não vamos sempre idealizar, ter desejos, sonhos, devaneios, mesmo sabendo que muitos destes não vão acontecer, porque é simplesmente impossível viver sem idealizar, assim como sem respirar.
Parece redundante dizer que é impossível viver sem respirar, mas se analisarmos nosso dia a dia veremos que muitas vezes esquecemos que respiramos, esquecemos que necessitamos ar e também de sonhos para viver.
Vamos matando os sonhos em nome de uma visão mais realista, afinal é mais forte quem encara a vida, a verdade nua e crua e também é mais infeliz.
É necessário que não deixemos que a capacidade de sonhar, idealizar e acreditar nos abandone pois já existem chatices, bizarrizes, convencionismos e pessoas infelizes demais no mundo.
A questão não é ser alienado ao mundo não, mas é preciso não se deixar contaminar pela necessidade de ver tudo cinza, de apagar a vida, até que morramos e não tenhamos feito nada senão lamentar pelo que fizemos, pelo que não fizemos ou pelo que gostaríamos de ter feito.
quinta-feira, maio 31, 2007
Dengo
Cheiro de café que é para acordar a gente, mas que me faz dormir um tanto mais embalada pelo aroma...
Chamamentos que começam pelo menos uma hora antes do horário de levantar, pois você me conhece bem, sabe não sou fácil de acordar. Tentativa derradeira antes do berros: cócegas de mãos geladas debaixo do cobertor marrom quadriculado que você comprou para mim quando eu tinha dois anos! você diz isso com um ar de orgulho maravilhoso!
Ah e tem a hora de dormir em que você tampa todos os 'buraquinhos de ar' que possam existir entre o cobertor marrom quadriculado e a cama, ou quando me chama para ir lá para a sua cama porque -" dois esquentam mais rápido do que um"- diz você.
A gemada com leite fervendo para espantar a gripe, o colo, o dengo, os cuidados, a preocupação até excessiva com as dores de garganta frequentes... você chega até a chorar quando eu tenho febrão...
Somos muito diferentes, compreendi isso faz muito tempo, acho que você também, mas você não tem idéia da falta que me faz.
Sei que muitas vezes eu é que fui a mãe, mas nestas horas de necessidade de dengo, de carinho, atenção, calor, você mostrava a que veio!
Sinto saudades de reclamar de você me chamando cedo, piorei muito com horários depois da sua partida...
Sinto saudades da sua canja, de seu amor sufocante, de sua mania de querer ter os filhos debaixo de suas asas para sempre, sinto saudades do orgulho que você tinha de mim e de me ver saboreando seus quitutes: - eita boca boa! você dizia.
Sinto saudades de ser chamada de filhotinha e gerar ciúme em meus irmãos. Sinto saudades do assobio que eu reconhecia de longe quando você chegava em casa...
No frio aperta mais essa saudade, por conta da necessidade de calor humano que sentimos, acho. Mas também pelo fato de acreditar que em matéria de calor humano as mães, salvo excessões drásticas, são para lá de entendidas.
Amo você dona Linda, fique em paz.
Chamamentos que começam pelo menos uma hora antes do horário de levantar, pois você me conhece bem, sabe não sou fácil de acordar. Tentativa derradeira antes do berros: cócegas de mãos geladas debaixo do cobertor marrom quadriculado que você comprou para mim quando eu tinha dois anos! você diz isso com um ar de orgulho maravilhoso!
Ah e tem a hora de dormir em que você tampa todos os 'buraquinhos de ar' que possam existir entre o cobertor marrom quadriculado e a cama, ou quando me chama para ir lá para a sua cama porque -" dois esquentam mais rápido do que um"- diz você.
A gemada com leite fervendo para espantar a gripe, o colo, o dengo, os cuidados, a preocupação até excessiva com as dores de garganta frequentes... você chega até a chorar quando eu tenho febrão...
Somos muito diferentes, compreendi isso faz muito tempo, acho que você também, mas você não tem idéia da falta que me faz.
Sei que muitas vezes eu é que fui a mãe, mas nestas horas de necessidade de dengo, de carinho, atenção, calor, você mostrava a que veio!
Sinto saudades de reclamar de você me chamando cedo, piorei muito com horários depois da sua partida...
Sinto saudades da sua canja, de seu amor sufocante, de sua mania de querer ter os filhos debaixo de suas asas para sempre, sinto saudades do orgulho que você tinha de mim e de me ver saboreando seus quitutes: - eita boca boa! você dizia.
Sinto saudades de ser chamada de filhotinha e gerar ciúme em meus irmãos. Sinto saudades do assobio que eu reconhecia de longe quando você chegava em casa...
No frio aperta mais essa saudade, por conta da necessidade de calor humano que sentimos, acho. Mas também pelo fato de acreditar que em matéria de calor humano as mães, salvo excessões drásticas, são para lá de entendidas.
Amo você dona Linda, fique em paz.
quarta-feira, maio 16, 2007
A Aranha que morava no tanque
Ela nasceu num dia chuvoso e a primeira visão que teve foi a das gotas, enormes para seu tamanho, caindo do céu.
É certo que ela não sabia bem o que era o céu e muito menos do que se tratava aquele negógio sem cor que caía por toda parte, só sabia que era muito bonito, isso sim.
Sua mãe bem que podia lhe explicar, mas estava bastante ocupada com a outras centenas de irmazinhas que tinham nascido também naquele dia, para cuidar.
Acontece que a pequena aranha não conseguia parar de olhar aquilo, que saberia mais tarde se tratar de um fenômeno da natureza, nome dificil para explicar algo tão bonito.
É certo também é que ela ficou encantada mesmo sem saber por muito tempo, do que se tratava aquela 'coisa ', para que servia aquilo que simplesmente caía do céu....
....
nota: este texto é uma tentativa de conto infantil...está chegando aos poucos...não vou força-lo...
esperemos não é?
É certo que ela não sabia bem o que era o céu e muito menos do que se tratava aquele negógio sem cor que caía por toda parte, só sabia que era muito bonito, isso sim.
Sua mãe bem que podia lhe explicar, mas estava bastante ocupada com a outras centenas de irmazinhas que tinham nascido também naquele dia, para cuidar.
Acontece que a pequena aranha não conseguia parar de olhar aquilo, que saberia mais tarde se tratar de um fenômeno da natureza, nome dificil para explicar algo tão bonito.
É certo também é que ela ficou encantada mesmo sem saber por muito tempo, do que se tratava aquela 'coisa ', para que servia aquilo que simplesmente caía do céu....
....
nota: este texto é uma tentativa de conto infantil...está chegando aos poucos...não vou força-lo...
esperemos não é?
quinta-feira, maio 03, 2007
Perda
Um sentimento de perda.
Estou com este sentimento me rondando, tem se aproximado a alguns dias, mas não lhe dei muita atenção, só hoje é que ele se fez realmente presente.
Não sei ao certo o que perdi, talvez seja algo que nem cheguei a ter, mas quis tanto que fiquei com essa impressão de ter perdido, é verdade que tenho usado um artifício básico mas funcional para mascarar esta sensação, toda vez que penso no que perdi, ou no que poderia ter tido, lembro-me do que já tenho, do que já tive e até me arrisco a pensar no que vou ter e fica mais leve ou menos pesada a vida...
Acho que isso tudo tem a ver com essa coisa cíclica que é a vida às vezes, com fatos, situações, pessoas que voltam e voltam também as antigas sensações, mas daí nós não somos mais os mesmos, temos outras experiências, outras sensações e ainda retomamos essa que resolveu retornar.
A sensação de perda trás também uma outra: o medo. Este sim, faz questão de se mostrar presente, fica lá, gelado, parado, com os olhos fixos para nós, que ficamos iguais ao bicho que se vê hipnotizado pela lagartixa, pronto para ser comido.
Talvez seja a hora de quebrar isso, enfrentar o medo da perda, transformá-lo em perda do medo, assim, simplesmente como trocar a palavra de lugar.
Como? não sei...alguém se arrisca?
Outono / 3 de maio de 2007.
Estou com este sentimento me rondando, tem se aproximado a alguns dias, mas não lhe dei muita atenção, só hoje é que ele se fez realmente presente.
Não sei ao certo o que perdi, talvez seja algo que nem cheguei a ter, mas quis tanto que fiquei com essa impressão de ter perdido, é verdade que tenho usado um artifício básico mas funcional para mascarar esta sensação, toda vez que penso no que perdi, ou no que poderia ter tido, lembro-me do que já tenho, do que já tive e até me arrisco a pensar no que vou ter e fica mais leve ou menos pesada a vida...
Acho que isso tudo tem a ver com essa coisa cíclica que é a vida às vezes, com fatos, situações, pessoas que voltam e voltam também as antigas sensações, mas daí nós não somos mais os mesmos, temos outras experiências, outras sensações e ainda retomamos essa que resolveu retornar.
A sensação de perda trás também uma outra: o medo. Este sim, faz questão de se mostrar presente, fica lá, gelado, parado, com os olhos fixos para nós, que ficamos iguais ao bicho que se vê hipnotizado pela lagartixa, pronto para ser comido.
Talvez seja a hora de quebrar isso, enfrentar o medo da perda, transformá-lo em perda do medo, assim, simplesmente como trocar a palavra de lugar.
Como? não sei...alguém se arrisca?
Outono / 3 de maio de 2007.
quinta-feira, abril 12, 2007
Causalidades
Feminino;
Masculino;
Escroto;
Com sebinho;
Relapso;
Grudento;
Mentiroso;
Verborrágico;
Grosso;
Fino;
"Sem poblema";
"Com PROBLEMA";
Indagações;
Provocações;
Constatações;
Divagações;
Elefantes...
Teste do IN METRO;
Novas constatações;
Eu aqui.
E você? Existe?
Onde?
Então venha cá...
Comecemos.
Outono - 12/4/07
Masculino;
Escroto;
Com sebinho;
Relapso;
Grudento;
Mentiroso;
Verborrágico;
Grosso;
Fino;
"Sem poblema";
"Com PROBLEMA";
Indagações;
Provocações;
Constatações;
Divagações;
Elefantes...
Teste do IN METRO;
Novas constatações;
Eu aqui.
E você? Existe?
Onde?
Então venha cá...
Comecemos.
Outono - 12/4/07
sexta-feira, fevereiro 16, 2007
Quereres
Ando sem muita paciência para escrever, ao mesmo tempo que sinto muita falta. Pensei em frases soltas que ouço na rua ou que me vem à mente para explicar situações aparentemente inexplicáveis...mas daí elas fogem, eu esqueço e fico sem o que colocar aqui de novo...
Agora me deu vontade de escrever; Talvez como um artifício para espantar, ou esganar mesmo, uma ansiedade louca que me acometeu nesta última semana, ela não dói, mas sufoca sabe?
Um amigo disse dia desses que o que eu escrevo é voltado para o universo feminino. Não sei; No inicio aceitei, até concordei, mas depois pensei...será? que só nós mulheres sentimos ansiedade, dor de amor ou confusão? será que estes sentimentos, entre outros, não são coisa de gente? independente de gênero, classe, religião, etnia? ainda estou pensando, mas creio que hoje não é um bom dia para respostas profundas.
Estou é de TPM! isso sim é algo clássico, irrevogável, intransferível e inenarrável....é uma mistura de ódio, de maledicência, de irritação, ansia, fome, carência, amor, tesão e loucura que não dá para segurar dentro de uma pessoa só!! e como alguns dos itens acima, ou quase todos, não conseguem existir sozinhos me contento em escrever sobre...
No texto anterior listei coisas que queria para o ano novo, gostei de fazer isso! então vou listar o que mudou e o que permanece(alguns itens pelo menos...) :
Não quero mais o amor do Rosa.
Quero emagrecer; Comendo de preferência...rs
Quero um "alguém" para chamar de meu (SÓ MEU!!)
Quero um fogão.
Quero iniciar o projeto de teatro infantil.
Quero ser mais contida.
Quero os amigos sempre perto.
Quero mais festas e almoços e churrascos.
Quero mais botecagens filosóficas.
Não quero fazer nada obrigatóriamente.
Não quero mais me atrasar nos compromissos.
Não quero mais chorar de confusão.
Não quero mais calar quando quero falar.
Não quero mais botar medo nos amigos.
Quero felicidade, para mim, para você e para qualquer pessoa.
Quero....
Quero...
Quero...
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Agora me deu vontade de escrever; Talvez como um artifício para espantar, ou esganar mesmo, uma ansiedade louca que me acometeu nesta última semana, ela não dói, mas sufoca sabe?
Um amigo disse dia desses que o que eu escrevo é voltado para o universo feminino. Não sei; No inicio aceitei, até concordei, mas depois pensei...será? que só nós mulheres sentimos ansiedade, dor de amor ou confusão? será que estes sentimentos, entre outros, não são coisa de gente? independente de gênero, classe, religião, etnia? ainda estou pensando, mas creio que hoje não é um bom dia para respostas profundas.
Estou é de TPM! isso sim é algo clássico, irrevogável, intransferível e inenarrável....é uma mistura de ódio, de maledicência, de irritação, ansia, fome, carência, amor, tesão e loucura que não dá para segurar dentro de uma pessoa só!! e como alguns dos itens acima, ou quase todos, não conseguem existir sozinhos me contento em escrever sobre...
No texto anterior listei coisas que queria para o ano novo, gostei de fazer isso! então vou listar o que mudou e o que permanece(alguns itens pelo menos...) :
Não quero mais o amor do Rosa.
Quero emagrecer; Comendo de preferência...rs
Quero um "alguém" para chamar de meu (SÓ MEU!!)
Quero um fogão.
Quero iniciar o projeto de teatro infantil.
Quero ser mais contida.
Quero os amigos sempre perto.
Quero mais festas e almoços e churrascos.
Quero mais botecagens filosóficas.
Não quero fazer nada obrigatóriamente.
Não quero mais me atrasar nos compromissos.
Não quero mais chorar de confusão.
Não quero mais calar quando quero falar.
Não quero mais botar medo nos amigos.
Quero felicidade, para mim, para você e para qualquer pessoa.
Quero....
Quero...
Quero...
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sexta-feira, dezembro 29, 2006
Recomeço
O ano acaba, finalmente! ou não....foi um ano de mudanças, descobertas, presentes e despedidas...mas se foi...
Aos que se foram desta vida meu até logo e aos que continuam perseveremos!!
Não tenho muito o que escrever, ando um pouco sem letras, sem palavras, estou mais para pensamentos que não saem no papel, dia destes eu volto a escrever mais e melhor, mas por enquanto fica esta divagação despretenciosa e uma frase que causou risos nem sei direito porque, mas define bem o 'meu eu' neste momento: - Estou num momento 2.8 da minha vida redefinindo questões...
As retiscências têm a ver com o decorrer da frase que não me lembro bem, pois o povo caiu em gargalhadas e eu lá, em cima do banco, pés descalços, cerveja na mão, séria como alguém que está num momento 2.8...!!!
E tem os elefantes também não é?? eu os defendi de corpo e alma e cheguei a preferi-los ao homem, porque são inteligentes e frágeis apesar daquele tamanho, apesar de tudo...e para variar houve contestação, risos e depois o choro meu ( sim, chorei por conta dos elefantes) assim como chorei muito quando vi uma apresentação de ginástica olímpica do Brasil...é assim, choro quando me vem aquele sentimento bom ou ruim, quando sinto vontade, choro de rir, choro de dor, choro de indignação, choro de birra, mas choro e lavo minha alma, depois fica tudo bem.
De mim agora, sei que estou esperando os dois últimos dias do ano passarem para colocar em prática alguns itens daquela lista interna que fazemos para cada novo ano, uns são triviais, fúteis até, outros bem profundos e eu diria até que definitivos.
Termino ao ano com algumas conclusões:
Respeitar de fato as diferenças.
Amar sempre, acima de e apesar de.
Tomar decições reais, mesmo que doa, pode ser importante...
Lembrar que "nunca mais" ou "para sempre" é muito tempo.
Defender minhas opiniões mesmo que eu possa parecer reacionária.
E uma infinidade de outras, que não aparacem agora na minha cabeça mas que estão aqui dentro de mim.
E para o ano novo eu quero:
O amor do Rosa.
Voltar a dirigir carros.
Começar a trabalhar de fato com o que me propus.
Realizar o projeto de teatro infantil.
Emagrecer.
Ter um filho, talvez.
Morar comigo mesma.
Amigos sempre perto.
O amor do Rosa...
Aos que se foram desta vida meu até logo e aos que continuam perseveremos!!
Não tenho muito o que escrever, ando um pouco sem letras, sem palavras, estou mais para pensamentos que não saem no papel, dia destes eu volto a escrever mais e melhor, mas por enquanto fica esta divagação despretenciosa e uma frase que causou risos nem sei direito porque, mas define bem o 'meu eu' neste momento: - Estou num momento 2.8 da minha vida redefinindo questões...
As retiscências têm a ver com o decorrer da frase que não me lembro bem, pois o povo caiu em gargalhadas e eu lá, em cima do banco, pés descalços, cerveja na mão, séria como alguém que está num momento 2.8...!!!
E tem os elefantes também não é?? eu os defendi de corpo e alma e cheguei a preferi-los ao homem, porque são inteligentes e frágeis apesar daquele tamanho, apesar de tudo...e para variar houve contestação, risos e depois o choro meu ( sim, chorei por conta dos elefantes) assim como chorei muito quando vi uma apresentação de ginástica olímpica do Brasil...é assim, choro quando me vem aquele sentimento bom ou ruim, quando sinto vontade, choro de rir, choro de dor, choro de indignação, choro de birra, mas choro e lavo minha alma, depois fica tudo bem.
De mim agora, sei que estou esperando os dois últimos dias do ano passarem para colocar em prática alguns itens daquela lista interna que fazemos para cada novo ano, uns são triviais, fúteis até, outros bem profundos e eu diria até que definitivos.
Termino ao ano com algumas conclusões:
Respeitar de fato as diferenças.
Amar sempre, acima de e apesar de.
Tomar decições reais, mesmo que doa, pode ser importante...
Lembrar que "nunca mais" ou "para sempre" é muito tempo.
Defender minhas opiniões mesmo que eu possa parecer reacionária.
E uma infinidade de outras, que não aparacem agora na minha cabeça mas que estão aqui dentro de mim.
E para o ano novo eu quero:
O amor do Rosa.
Voltar a dirigir carros.
Começar a trabalhar de fato com o que me propus.
Realizar o projeto de teatro infantil.
Emagrecer.
Ter um filho, talvez.
Morar comigo mesma.
Amigos sempre perto.
O amor do Rosa...
sexta-feira, novembro 10, 2006
Sobre Rosas ou Pessoas
Definitivamente eu não compreendo.
Não compreendo gente; Tento e retento, me coloco no lugar do outro, mas não consigo compreender o que leva alguém a querer tanto algo e quando consegue, quando alcança seu objetivo não está satisfeito.
O que será a satisfação para as pessoas afinal? Será algo tão subjetivo que foge a compreensão humana?
Bem, aos que pensam que estes questionamentos sobre querer e ter ou sobre tudo isso tem a ver comigo, estão enganados, desta vez não tem. Hoje quero tratar de entender o outro, ou os seres humanos em geral, mas é claro também que tento analisar um fato específico, próximo a mim, que tem a ver com o meu cotidiano, mas ao mesmo tempo, tento estender os questionamentos e conclusões, se é que chegarei a alguma, a todo o resto, a toda a humanidade quem sabe...
Creio que sei um pouco sobre subjetividade, ou acho que sei... falemos de desejo por exemplo, algo bem subjetivo o desejo, afinal cada um tem o seu desejo particular, sua forma de sentir, de querer. O objeto do desejo pode até ser o mesmo, mas a forma de querê-lo é única.
Mas o que tento entender é:
Será que as pessoas pensam que após concretizarem seu objetivo ou satisfazerem seus desejos vai haver a felicidade absoluta, a tranqüilidade eterna ou ainda uma paz profunda? Existe alguém que espere de fato isso acontecer?
Acho que estas indagações é que são profundas demais e a resposta nem depende de mim.
De mim, aliás, só sei de uma coisa, estou tentando ficar em paz com meus desejos, aceitá-los assim como às frustrações, inquietações, lamentações e indagações que fazem parte do processo de viver, sem culpas, sem lamúrias, sem ressentimentos. Estou tentando.
Sei disso e de nada mais.
8/11/06
Não compreendo gente; Tento e retento, me coloco no lugar do outro, mas não consigo compreender o que leva alguém a querer tanto algo e quando consegue, quando alcança seu objetivo não está satisfeito.
O que será a satisfação para as pessoas afinal? Será algo tão subjetivo que foge a compreensão humana?
Bem, aos que pensam que estes questionamentos sobre querer e ter ou sobre tudo isso tem a ver comigo, estão enganados, desta vez não tem. Hoje quero tratar de entender o outro, ou os seres humanos em geral, mas é claro também que tento analisar um fato específico, próximo a mim, que tem a ver com o meu cotidiano, mas ao mesmo tempo, tento estender os questionamentos e conclusões, se é que chegarei a alguma, a todo o resto, a toda a humanidade quem sabe...
Creio que sei um pouco sobre subjetividade, ou acho que sei... falemos de desejo por exemplo, algo bem subjetivo o desejo, afinal cada um tem o seu desejo particular, sua forma de sentir, de querer. O objeto do desejo pode até ser o mesmo, mas a forma de querê-lo é única.
Mas o que tento entender é:
Será que as pessoas pensam que após concretizarem seu objetivo ou satisfazerem seus desejos vai haver a felicidade absoluta, a tranqüilidade eterna ou ainda uma paz profunda? Existe alguém que espere de fato isso acontecer?
Acho que estas indagações é que são profundas demais e a resposta nem depende de mim.
De mim, aliás, só sei de uma coisa, estou tentando ficar em paz com meus desejos, aceitá-los assim como às frustrações, inquietações, lamentações e indagações que fazem parte do processo de viver, sem culpas, sem lamúrias, sem ressentimentos. Estou tentando.
Sei disso e de nada mais.
8/11/06
terça-feira, novembro 07, 2006
Indispensável
Indigestão, indiferença, individualismo, indispensável, indiscrepância (será que existe esta palavra?).
Palavras começam novamente a me persuadir, tomam conta da minha mente, graças aos céus! Ou não, como diria o Caetano...
As palavras de hoje estão relacionadas pelo inicial Indi como vocês podem notar, não deve ser a toa, pois estas palavras chegaram a embolar na minha boca, talvez pelo tumultuo que estavam causando na minha mente ,talvez pela necessidade do botá-las para fora na hora que queriam sair, nas situações em que deveriam ser usadas.
Acho que sou mesmo escritora, me dei conta disso depois deste motim de palavras, eu lá tentando segurá-las e elas lá se empurrando, se pendurando, tentado achar um buraco para sair. Inóspito isso, no mínimo interessante, mas também gostei, porque palavras assim palanquistas, xeretas, intransigentes, só podiam ser minhas mesmo!rs
Enfim, agora que as deixei sair, talvez eu fique em paz, talvez surjam outras mais interessantes, menos loucas, com mais sentido, menos libertárias talvez. E talvez eu faça outro texto.
Bem, por hoje é só, fico com a cevada agora, minha amiga chegou.
Fico com a prosa também. E isso vai dar outro texto...
22/9/06
Palavras começam novamente a me persuadir, tomam conta da minha mente, graças aos céus! Ou não, como diria o Caetano...
As palavras de hoje estão relacionadas pelo inicial Indi como vocês podem notar, não deve ser a toa, pois estas palavras chegaram a embolar na minha boca, talvez pelo tumultuo que estavam causando na minha mente ,talvez pela necessidade do botá-las para fora na hora que queriam sair, nas situações em que deveriam ser usadas.
Acho que sou mesmo escritora, me dei conta disso depois deste motim de palavras, eu lá tentando segurá-las e elas lá se empurrando, se pendurando, tentado achar um buraco para sair. Inóspito isso, no mínimo interessante, mas também gostei, porque palavras assim palanquistas, xeretas, intransigentes, só podiam ser minhas mesmo!rs
Enfim, agora que as deixei sair, talvez eu fique em paz, talvez surjam outras mais interessantes, menos loucas, com mais sentido, menos libertárias talvez. E talvez eu faça outro texto.
Bem, por hoje é só, fico com a cevada agora, minha amiga chegou.
Fico com a prosa também. E isso vai dar outro texto...
22/9/06
segunda-feira, outubro 30, 2006
Angústia
Argh!O que será isso?Por que de repente este gosto amargo?
Por que o fel no lugar do alívio?
O que fiz foi ir de encontro ao que julgava certo, certo para mim.
E este certo de repente se tornou meu algoz.
Me julga. Tripudia. Me culpa.
Oras! Vão todos se ferrar! Que atire a primeira pedra!...
Quem é que me culpa? Eu mesma?Mas como?
Se fiz o que a minha consciência ditou!?
Será que chegamos a tamanho grau de demência que não podemos mais confiar nem em nós mesmos?
Embora doa, seja amargo, remexa, estou certa de que ainda é o caminho mais sensato.
Mas bem que podia não doer, não magoar, podíamos escolher e pronto! Sem dor, sem culpa, isentos, sem olhar para trás...Cansei de olhar para trás! Chega!, Não quero mais, chega!
Eu definitivamente não sou Dalai Lama! como diria uma das mosqueteiras...
E que fique dito que não há dor, culpa, transtorno ou seja lá o que for que doa muito, que me fará deixar de ser o que sou, definitivamente um ser humano.
Mas bem que podia não doer...
23/10/06
Por que o fel no lugar do alívio?
O que fiz foi ir de encontro ao que julgava certo, certo para mim.
E este certo de repente se tornou meu algoz.
Me julga. Tripudia. Me culpa.
Oras! Vão todos se ferrar! Que atire a primeira pedra!...
Quem é que me culpa? Eu mesma?Mas como?
Se fiz o que a minha consciência ditou!?
Será que chegamos a tamanho grau de demência que não podemos mais confiar nem em nós mesmos?
Embora doa, seja amargo, remexa, estou certa de que ainda é o caminho mais sensato.
Mas bem que podia não doer, não magoar, podíamos escolher e pronto! Sem dor, sem culpa, isentos, sem olhar para trás...Cansei de olhar para trás! Chega!, Não quero mais, chega!
Eu definitivamente não sou Dalai Lama! como diria uma das mosqueteiras...
E que fique dito que não há dor, culpa, transtorno ou seja lá o que for que doa muito, que me fará deixar de ser o que sou, definitivamente um ser humano.
Mas bem que podia não doer...
23/10/06
Perdição
Ah a perdição! Essa idéia confusa, perturbadora acima do sim e do não que não ouso chamar de amor, muito menos de paixão, pois estes já passaram por nós.
É uma confusão, mistura de querer, medo, imprudência, demência, que chega ao absurdo de nos deixar inertes, ficando só o barulho do coração, apressado, perdido, desesperado a espera do próximo segundo, na angústia de querer saber o que fazer depois.
Nós somos perdidos, sem destino, sem eira, tentando, esperando, desejando algo que nem sabemos o que é direito, mas que sem dúvidas sentimos quando cruzamos determinadas pessoas na vida, pessoas estas que racionalmente, prudentemente, não aceitaríamos, nem chegaríamos perto, afinal como diz o velho e ‘caquético’ ditado: “o seguro morreu de velho”.
Pois, então, quando entramos nesta confusão da alma nem queremos saber ou pensar neste tal seguro, pensamos sim que não queremos mesmo morrer velhos e infelizes, podemos talvez ir embora desta vida, com algumas cicatrizes e hematomas, mas teimosamente e definitivamente queremos muito isso, queremos este tal momento, o agora.
Queremos não pensar no amanhã, na maldita prudência nossa de todo dia que nos defende...
Desejamos quebrar a cara, talvez, por um único e fugaz momento como este.
06 Junho/06
É uma confusão, mistura de querer, medo, imprudência, demência, que chega ao absurdo de nos deixar inertes, ficando só o barulho do coração, apressado, perdido, desesperado a espera do próximo segundo, na angústia de querer saber o que fazer depois.
Nós somos perdidos, sem destino, sem eira, tentando, esperando, desejando algo que nem sabemos o que é direito, mas que sem dúvidas sentimos quando cruzamos determinadas pessoas na vida, pessoas estas que racionalmente, prudentemente, não aceitaríamos, nem chegaríamos perto, afinal como diz o velho e ‘caquético’ ditado: “o seguro morreu de velho”.
Pois, então, quando entramos nesta confusão da alma nem queremos saber ou pensar neste tal seguro, pensamos sim que não queremos mesmo morrer velhos e infelizes, podemos talvez ir embora desta vida, com algumas cicatrizes e hematomas, mas teimosamente e definitivamente queremos muito isso, queremos este tal momento, o agora.
Queremos não pensar no amanhã, na maldita prudência nossa de todo dia que nos defende...
Desejamos quebrar a cara, talvez, por um único e fugaz momento como este.
06 Junho/06
Decepção
Decepção, eis a palavra feia, ela é a do dia, tinha pensado na palavra encantamento, mas a deixei fugir dia desses por mera distração, isso não pode mais acontecer.
Hoje estou nesta palavra, aliás, com esta palavra me perseguindo, já tentei excluí-la de minhas idéias, substituí-la por tentativa, coragem, recomeço... mas ela insiste,uma porcaria mesmo! O pior é que estas palavras feias começam a trazer outras que pouco ajudam como tristeza, choro... por isso estou escrevendo, pra ver se ela sai.
Tentemos a coragem novamente, comecei a escrever há pouco tempo, ou melhor, comecei a ter coragem de mostrar o que escrevo antes de rasgar faz pouco tempo, e o que me deu mais coragem ainda é que muitas pessoas gostaram de meus escritos, isso me leva a ter esperança de escrever mais e melhor.
Já defini algumas questões sobre meu tipo de texto, sei que serei cronista, mas meu estilo ainda está nascendo não sei defini-lo ainda, só sei que todos os dias as palavras têm se aproximado mais de mim, surge uma palavra relacionada ao meu dia, pode ser no começo dele ou no fim, e ela fica pedindo pra ser escrita, pra se tornar um texto, às vezes a deixo escapar como foi com o encantamento, me policiarei para que isto não ocorra mais, não é justo perder um texto.
É, mas a tal decepção ainda está aqui, por mais que apareçam algumas outras palavras compostas como ‘tudo bem’, ‘ você tentou’ ou até uma frase inteira do tipo ‘amanhã é outro dia’ a palavra decepção está lá grudada, não sai.
Só quero entender o mecanismo que leva a uma palavra como sonho, por exemplo, ou aposta ou ainda crença, virar outra tão diferente.
Acho que por hoje não escrevo mais, estou muito lagarta, espero amanhã acordar borboleta novamente, ainda que nostálgica, prefiro ser uma borboleta.
Borboletas têm uma simbologia romântica, fugaz, lembram fim de tarde, liberdade, sonhos, enfim tudo o que eu gosto e quero acreditar, mas toda borboleta um dia foi lagarta e deve ter doído esperar seu dia de borboleta chegar, mas fazer o que? é a lei natural da coisas e temos que aceitá-la para depois compreendê-la, assim como eu disse no texto anterior.
Vou ficar aqui me cobrindo com meu casulo para ver se amanhã acordo borboleta de novo, quem sabe uma mais bonita.
Julho/06
Hoje estou nesta palavra, aliás, com esta palavra me perseguindo, já tentei excluí-la de minhas idéias, substituí-la por tentativa, coragem, recomeço... mas ela insiste,uma porcaria mesmo! O pior é que estas palavras feias começam a trazer outras que pouco ajudam como tristeza, choro... por isso estou escrevendo, pra ver se ela sai.
Tentemos a coragem novamente, comecei a escrever há pouco tempo, ou melhor, comecei a ter coragem de mostrar o que escrevo antes de rasgar faz pouco tempo, e o que me deu mais coragem ainda é que muitas pessoas gostaram de meus escritos, isso me leva a ter esperança de escrever mais e melhor.
Já defini algumas questões sobre meu tipo de texto, sei que serei cronista, mas meu estilo ainda está nascendo não sei defini-lo ainda, só sei que todos os dias as palavras têm se aproximado mais de mim, surge uma palavra relacionada ao meu dia, pode ser no começo dele ou no fim, e ela fica pedindo pra ser escrita, pra se tornar um texto, às vezes a deixo escapar como foi com o encantamento, me policiarei para que isto não ocorra mais, não é justo perder um texto.
É, mas a tal decepção ainda está aqui, por mais que apareçam algumas outras palavras compostas como ‘tudo bem’, ‘ você tentou’ ou até uma frase inteira do tipo ‘amanhã é outro dia’ a palavra decepção está lá grudada, não sai.
Só quero entender o mecanismo que leva a uma palavra como sonho, por exemplo, ou aposta ou ainda crença, virar outra tão diferente.
Acho que por hoje não escrevo mais, estou muito lagarta, espero amanhã acordar borboleta novamente, ainda que nostálgica, prefiro ser uma borboleta.
Borboletas têm uma simbologia romântica, fugaz, lembram fim de tarde, liberdade, sonhos, enfim tudo o que eu gosto e quero acreditar, mas toda borboleta um dia foi lagarta e deve ter doído esperar seu dia de borboleta chegar, mas fazer o que? é a lei natural da coisas e temos que aceitá-la para depois compreendê-la, assim como eu disse no texto anterior.
Vou ficar aqui me cobrindo com meu casulo para ver se amanhã acordo borboleta de novo, quem sabe uma mais bonita.
Julho/06
O Frio
É fogo não é?
O frio está chegando, com ele chega também o resfriado, os casacos, a garoa fina que é característica de São Paulo, chega também uma imensa vontade de estar no aconchego do lar, ao lado de quem amamos, ou simplesmente de alguém que desejamos, uma vontade de ficar abraçado e de....enfim esquentar esse friozinho que dá na alma.Nesta época lembramos daquele amor que passou, nem sabemos mais porque.
Trazemos as pessoas e acontecimentos marcantes como uma forma de aquecer a alma, principalmente se ela está sozinha.
Pode conferir: não é no frio que lembramos daquele filme bem legal que assistimos? daquele abraço quentinho, do cachecol lindo que ganhamos de presente daquela pessoa e vamos poder usar de novo e lembrar de novo e reviver tudo de novo... quem sabe? É hora do início dos preparativos das festas juninas/julinas com os vinhos quentes, pamonhas, bolos, quentões e correio elegante! Olha só como ficamos mais românticos no frio!
Acho que é porque o frio serve para unir mesmo as pessoas, unir e lembrar o quanto somos tolos no ‘calor’ de discussões muitas vezes bobas e orgulhosas que podem mudar nosso próximo inverno para sempre.... acho que frio é para ficar no aconchego mesmo, seja das pessoas, seja do lar, seja das lembranças boas e ruins, pois todas ensinam.
Mas o que eu quero de fato com este pequeno texto é somente lembrar a quem o lê, que este inverno pode ser mais um de lembranças, de lamentos talvez, mas pode ser diferente se você tiver mais paciência, demonstrar mais o seu amor, contar até dez quando se estressar com alguém, andar mais devagar para olhar as pessoas a sua volta, ir passear no parque, ligar para aquele seu amigo que não vê há tempos, dizer a alguém o quanto ele é importante só para ele não esquecer, enfim mais uma porção de coisas que sabemos, você e eu, que sempre lemos, ouvimos e nunca praticamos
Então vamos lá, pratique alguma destas ‘pequenas atitudes’, tente.
Quem sabe no seu próximo inverno você também não tenha uma história diferente e lembranças mais bonitas para esquentar a memória?
Termino minhas divagações com uma frase de Rudolf Steiner, que me foi apresentada por um ilustre desconhecido, num dia difícil para o corpo e para alma, para variar um dia frio como hoje.
“Alegrias são dádivas do destino que demonstram o seu valor no presente,
sofrimentos, ao contrário, são fontes de sabedoria, cujo significado se revelará no futuro.”
O frio está chegando, com ele chega também o resfriado, os casacos, a garoa fina que é característica de São Paulo, chega também uma imensa vontade de estar no aconchego do lar, ao lado de quem amamos, ou simplesmente de alguém que desejamos, uma vontade de ficar abraçado e de....enfim esquentar esse friozinho que dá na alma.Nesta época lembramos daquele amor que passou, nem sabemos mais porque.
Trazemos as pessoas e acontecimentos marcantes como uma forma de aquecer a alma, principalmente se ela está sozinha.
Pode conferir: não é no frio que lembramos daquele filme bem legal que assistimos? daquele abraço quentinho, do cachecol lindo que ganhamos de presente daquela pessoa e vamos poder usar de novo e lembrar de novo e reviver tudo de novo... quem sabe? É hora do início dos preparativos das festas juninas/julinas com os vinhos quentes, pamonhas, bolos, quentões e correio elegante! Olha só como ficamos mais românticos no frio!
Acho que é porque o frio serve para unir mesmo as pessoas, unir e lembrar o quanto somos tolos no ‘calor’ de discussões muitas vezes bobas e orgulhosas que podem mudar nosso próximo inverno para sempre.... acho que frio é para ficar no aconchego mesmo, seja das pessoas, seja do lar, seja das lembranças boas e ruins, pois todas ensinam.
Mas o que eu quero de fato com este pequeno texto é somente lembrar a quem o lê, que este inverno pode ser mais um de lembranças, de lamentos talvez, mas pode ser diferente se você tiver mais paciência, demonstrar mais o seu amor, contar até dez quando se estressar com alguém, andar mais devagar para olhar as pessoas a sua volta, ir passear no parque, ligar para aquele seu amigo que não vê há tempos, dizer a alguém o quanto ele é importante só para ele não esquecer, enfim mais uma porção de coisas que sabemos, você e eu, que sempre lemos, ouvimos e nunca praticamos
Então vamos lá, pratique alguma destas ‘pequenas atitudes’, tente.
Quem sabe no seu próximo inverno você também não tenha uma história diferente e lembranças mais bonitas para esquentar a memória?
Termino minhas divagações com uma frase de Rudolf Steiner, que me foi apresentada por um ilustre desconhecido, num dia difícil para o corpo e para alma, para variar um dia frio como hoje.
“Alegrias são dádivas do destino que demonstram o seu valor no presente,
sofrimentos, ao contrário, são fontes de sabedoria, cujo significado se revelará no futuro.”
Junho/06
Eis me
Eis me aqui, crei coragem.
Os textos estarão aqui, sujeitos, expostos, livres para serem lidos, interpretados, sentidos, criticados e lidos novamente.
Sejam bem vindos!
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Sejam bem vindos!
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